|
TELEMEDICINA
EM CARDIOLOGIA PEDIÁTRICA E FETAL |
|
Dentre os mais variados
campos de interesse da telemedicina, a monitorização de
parâmetros cardiovasculares e emergências em cardiologia
pediátrica representam situações que necessitam de
atendimento médico imediato. Nestas condições, a
transmissão prévia de informações a um centro de saúde de
nível terciário, como eletro e ecocardiograma pode ser um
passo essencial no diagnóstico, manuseio adequado,
prognóstico e tratamento definitivo de muitas doenças
cardíacas graves8.
Da mesma forma, o envio de informações médicas e imagens de
exames complementares de pacientes suspeitos para cardiopatia
congênita a centros de referência pode ser utilizado como
forma de rastreio, com confirmação ou não de casos, e
acompanhamento destes pacientes, seja para futura
transferência para tratamento invasivo ou para acompanhamento
clínico de cardiopatias simples em centros de atenção
primária e secundária, com sistemas de referência e
contra-referência, sob a supervisão de especialista em
cardiologia pediátrica e fetal, lotado em centro terciário9-11.
As primeiras experiências com a transmissão de imagens de
ecocardiogramas pediátricos entre locais remotos datam dos
anos 8012.
Desde então, muitos centros vêm utilizando e avaliando o
impacto desta nova ferramenta nos países industrializados.
Pesquisadores apontam como pontos positivos a capacidade
diagnóstica do sistema, o custo-benefício com a redução de
transporte desnecessário, a melhora no manuseio do paciente a
nível local e melhora na qualidade do ecocardiograma através
do ensino à distância com a promoção da expansão da
prática cardiológica13.
Os principais obstáculos apontados para a implementação
generalizada da telemedicina na cardiopediatria incluem a
falta de padronização dos componentes da telemedicina,
aspectos éticos e legais ainda indefinidos e necessidades de
licenciamento para sua prática e o reembolso inadequado dos
profissionais envolvidos.
Alguns trabalhos pioneiros têm avaliado mais recentemente o
uso da telemedicina para a transmissão de imagens do
coração fetal14
com resultados semelhantes.
O sistema de telemedicina vem sendo de grande utilidade
também na área de formação profissional, através de
teleconferências e programas de educação médica continuada
à distância, capacitando profissionais de saúde em diversas
especialidades médicas e com bom nível de aprovação por
médicos residentes em treinamento e pacientes16-20.
No Brasil a telemedicina ainda é relativamente pouco
desenvolvida. Algumas Instituições pioneiras já utilizam
esta ferramenta desde os anos 7019-20,
no entanto, na maior parte das vezes, os sistemas de
telemedicina utilizados apenas vinculam grandes centros
médicos no Brasil e no exterior, limitando o acesso a esta
tecnologia aos profissionais que trabalham em centros de
excelência. Não encontramos relatos, em nossa literatura, da
sua utilização em cardiologia pediátrica e fetal. |